Comunicação Cult

Comunicação e pós-verdade

A forma como consumimos e compartilhamos
informações diz muito sobre nós mesmos

Com a explosão dos novos canais de mídia, impulsionados pela tecnologia, facilidade de acesso, escassez de tempo e menos apreço pela leitura, temos acesso a um admirável mundo novo de conteúdos, particularmente no ambiente digital. Em segundos, ao nos conectarmos à internet, somos automaticamente levados para um mar de conteúdos informativos, noticiosos, mercadológicos, opinativos. Nesse oceano de informações, como distinguir o que tem credibilidade daquilo que não tem? Como separar notícias verdadeiras e boatos? De que forma enxergar os interesses por trás dos diferentes conteúdos? Acho que a resposta é a mais comum que se dá nos dias de hoje: tudo depende! A forma como consumimos informações está relacionada às nossas crenças, valores, educação e grupos aos quais pertencemos. Nossa tendência é sempre de nos aproximarmos daquilo que combina com o que já está consolidado em nós.

Recentemente, para justificar sua maneira de pensar, o presidente dos Estados Unidos usou a expressão “fatos alternativos”. Passamos a conviver também com o termo “pós-verdade”, um adjetivo que indica que os fatos objetivos importam menos do que aquilo em que as pessoas escolhem acreditar, movidas por suas emoções e crenças pessoais. Nesse contexto, precisamos ficar atentos a um ponto: notícias falsas, disseminadas à exaustão. Em tempos de predominância digital, é fácil checar a veracidade, basta pesquisar antes de mandar para a frente. Uma dica de ouro é ficar de olho nas regras da boa e velha redação jornalística. Uma breve lista de indícios de um texto falso: manchetes sensacionalistas, vários pontos de exclamação em títulos, textos genéricos, que não citam nomes ou qualificações de quem deu a informação, erros grosseiros de português, ameaças. Existe uma indústria na internet para atrair distraídos. Sites de notícias falsas são excelentes em conquistar milhares de likes e compartilhamentos, confiando na máxima da pós- verdade. Ganham muito dinheiro às custas de todos nós que compartilhamos aquela informação sem pé nem cabeça, mas que parecia tão verdadeira. Afinal, quem nunca?

Por: Adriana Sousa | Jornalista
Postado por: Filipe Medeiros | Coordenador de Conteúdo

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