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Derrubando muralhas

O amor cura as doenças da alma que podem ser
tão nocivas ou mais do que as doenças do corpo

Enfrentar desafios é a equivalência de derrubar muralhas. A percepção de liberdade, poder, é a possibilidade de vermos e sermos vistos sem que haja nenhum obstáculo ou impedimento. Mas quando vivemos circunstâncias em que nos vemos encurralados ou diante de uma muralha, nosso coração desfalece. E a vida nos dá esse privilégio. Precisamos, vez ou outra, sermos desafiados. Digo que precisamos, pois, o crescimento, o aprendizado só acontece mediante esses desafios. Como uma prova para passarmos de nível, as muralhas são processos de dores.

Sofremos por nos darmos conta de que calamidades são processos solitários. Quando alguém que amamos fica enfermo sofremos, mas não podemos mensurar ou minimizar a dor do enfermo. O mesmo com problemas relacionais, financeiros, demandas na justiça. Todos temos ou teremos muralhas a vencer em nossas vidas que serão responsáveis por nos tornar melhores do que somos para pessoas que nem conhecemos. Estou sendo positiva. Tem pessoas que diante das muralhas tornam-se duras, amargas. A essas eu não entrego o diploma. Infelizmente, além de tornarem-se duras, imprimem esse mesmo amargor na vida de todos os que as rodeiam. As muralhas estão lá para serem vencidas, derrubadas. Uma por vez. Aos poucos, de pedra em pedra ou de uma vez, mas de forma pessoal.

Não existem fórmulas, mas existem históricos que ajudam muito. Dentre todos, elegi um como o principal: o amor. Não falo desse amor condicional que carece de advérbios para se tornar suficiente. Falo do amor que é essência de Deus. Falo do amor que renuncia seus direitos, que faz além do que se pede, do amor que perdoa. O amor derruba muralhas e solidifica relacionamentos quando perdoamos e somos perdoados. O amor cura as doenças da alma que podem ser tão nocivas ou mais do que as doenças do corpo. O amor nos une nos tempos de escassez assim como em qualquer outro desafio. O amor gera esperança e essa esperança nos faz acreditar no próprio amor. Me dei conta enquanto escrevia de que nosso maior desafio não é o de vencer as muralhas e, sim, amar.

Por: Cássia Freitas | Psicóloga
Postado por: Filipe Medeiros | Coordenador de Conteúdo

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