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Desafios da economia brasileira

Nunca fomos capazes de resolver
nossos próprios problemas

Às vezes, para entendermos o presente e um pouco de um futuro não muito distante, temos que mirar no passado. Se olharmos nosso país somente nos últimos 30 anos, começando com o governo de José Sarney, passando pelo governo de Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e, por último Dilma Rousseff, não precisaremos de muito esforço para concluir que, nos últimos 30 anos, o Brasil foi administrado de uma forma vergonhosa, para não dizer desastrosa. No desfile de nossa economia durante todo esse tempo sempre tivemos a presença das ilustres Sra. Inflação, Recessão, Corrupção, Endividamento, Pagamento dos juros da dívida, Déficit na balança comercial, Desemprego, Falta de investimento e de credibilidade dos políticos governantes e de nossa governança, Falta de honestidade, lealdade, verdade, honradez e…

Nossa! Tudo isso? Infelizmente sim. E agora, nesse exato momento, estamos com os mesmos problemas e desafios de 30 anos atrás. Mas com a diferença de que agora não temos mais 70, 90 ou 100 milhões de habitantes e, sim, 203 milhões de brasileiros. O governo Michel Temer, a cena com a PEC 241, a PEC do teto dos gastos, da reforma da previdência e do ajuste fiscal, que trata-se tão somente do governo gastar menos do que arrecada. Sem falar da Reforma Tributária e da reforma política, que precisam ser implementadas na sequência. Estamos com uma dívida de 170 bilhões e não dispomos dos recursos para pagar. Estamos com 12 milhões de desempregados. As famílias estão endividadas. As empresas estão com capacidade ociosa e estoque para desovar. O sistema financeiro com suas gigantescas corporações não estão colocando o crédito ao alcance da população, muito por culpa do próprio governo central que não consegue parar com a gastança desenfreada. E agora, para dificultar ainda mais a situação brasileira, o dólar iniciou uma trajetória de alta que, pelo que tudo indica, será mais difícil conter essa tendência de valorização em função do resultado das eleições norte-americanas. Muito bem, e agora, o que fazer? É o final para nós, brasileiros?

Para o país iniciar uma recuperação é preciso termos humildade e reconhecer que nunca fomos capazes de resolver nossos próprios problemas. Sabermos que é preciso resolver todos os gargalos com a maior seriedade, dedicação e competência que puder existir. O Brasil necessita de uma condição que até hoje nunca tivemos, que é simplesmente a definição de nossa trajetória com nosso devido destino. Para onde queremos ir? Hoje somos uma grande aeronave sem plano de voo, sem rota, e o que é pior, sem destino pré-definido. Nos encontramos em um voo desgovernado e, portanto, poderemos chegar a qualquer lugar e nessa condição provavelmente o que nos espera não será um lugar bacana. Queremos uma população com alto padrão de vida ou uma população miserável? Desejamos uma educação de excelência ou uma das piores educações do mundo? Queremos desenvolver tecnologia de ponta ou ser eternamente subalternos e dependentes? Para onde estamos indo? Desejamos arrumar nossa casa para atrair investimentos? Precisamos olhar para nós mesmos como um país, como uma nação que fala a mesma língua. Uma nação que conversa uns com os outros. Não estamos nos entendendo. Nosso futuro encontra-se ameaçado. Nosso destino ainda continua uma incógnita.

Por: Sérgio Lúcio de Freitas Rezende | Economista
Postado por: Filipe Medeiros | Assessor de conteúdo da Revista Cult

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