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Elites brasileiras predadoras da democracia eleitoral

Movimentos tectônicos da sociedade civil
exigem outro futuro para o Brasil brasileiro

Elites socioeconômicas geraram a gambiarra democracia eleitoral, cuja função institucional é o abastecimento financeiro, com recursos públicos, desses “homens ocos, os homens empalhados, uns nos outros amparados, o elmo cheio de nada” (ELIOT) de interesse público. Em torno de 40% manifestaram alheamento à democracia eleitoral capturada por esses predadores eficazes com votos: branco, nulo e abstenção, nas eleições municipais de 2016. Rechaçaram esses políticos e seus partidos que não são “meios” representativos para executarem a problematização dos “fins” múltiplos advindos dos eleitores-contribuintes.

Butim dos recursos públicos por essas elites socioeconômicas depende do “business party”: partido de negócios privados (2008/27, 2012/29 e 2016/35) que são predadores do fundo partidário e das doações dos empresários que compram esses políticos para serem despachantes de seus interesses, fora da competição do mercado capitalista com democracia. “Coligação Ônibus” é junção desses partidos, vencedores na captura de votos e do dinheiro público. Lava-jato é a expressão perfeita da gravidade estrutural socioeconômica que implode a democracia eleitoral. Movimentos tectônicos da sociedade civil exigem outro futuro para o Brasil brasileiro.

Estado democrático resultante das urnas é deficiente do “poder em público” porque os partidos políticos não cumprem suas funções: (1) organizar as demandas gerais da ordem socioeconômica (ideologia); (2) seleção dos eleitos a cargos públicos para governarem; e (3) determinar a política estatal. “Coisa pública” é a esfera dos interesses comuns: o que pertence ao povo, ao domínio público dos recursos extraídos da sociedade civil. Perversamente, o interesse público é capturado pelo interesse privado, numa simbiose viciosa entre o político, a burocracia estatal e o empresário.

Manifestações, desde 2013, demandam liberalização (institucionalização da contestação pública dos governantes) e inclusividade (participação dos eleitores-contribuintes na riqueza produzida socialmente): prática política para acabar com a crise econômica, ambiental, inflação, qualidade nas escolas, rede de esgoto e hospitais. Escravidão fundadora do Brasil é a causa (ainda) que produz o aumento da pobreza, da desigualdade de renda, da violência contra negros e mulheres, destruição ambiental e sustentação de nossas elites de “homens ocos”.

Por: João Batista Domingues Filho | Cientista Político
Postado por: Filipe Medeiros | Assessor de conteúdo da Revista Cult

Foto: Shutterstock
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Foto: Correio de Uberlândia
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