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Entrevista com Victor Meyniel

“Eu não consigo fazer roteiro, é
simplesmente o que dá na telha mesmo”

Victor Meyniel é um jovem de 19 anos que começou sua carreira artística criando vídeos de cinco segundos no aplicativo Vine. Porém, seus vídeos começaram a ter alto engajamento e diversas pessoas o incentivaram a criar conteúdo para o YouTube, o que contribuiu mais em sua carreira. Hoje, além de produzir os conteúdos virtuais, Meyniel está nos teatros por todo o Brasil. Confira a entrevista concedida à revista Cult em sua recente passagem por nossa cidade.

Victor, como tudo começou? De onde veio essa vontade de criar conteúdo pra internet?
Tenho 19 anos e comecei a fazer vídeos para a internet com 16 anos, já fazem dois anos que estou neste mundo virtual. Nunca pensei que isso poderia proporcionar alguma coisa. Comecei minha carreira no aplicativo Vine e apenas pessoas que tinham celular poderiam ter acesso aos meus vídeos. Estou no segundo ano do ensino médio (repeti três vezes, já!) e a ideia surgiu neste tempo, porque sou um tipo de pessoa que para de fazer o que está fazendo para pensar. Neste tempo eu tirava as ideias da galera da escola e fazia os vídeos pro Vine, era algo rápido e parecido com o Snapchat, mas os vídeos eram curtos.

Você se inspira em alguém para criar seus vídeos?
Eu inspiro e expiro, né? Brincadeira! Eu sempre fui muito fã de várias pessoas do ramo da comédia, como a galera do MTV!, Tatá Werneck, Paulo Gustavo, além do Fábio Porchat, que foi o mais recente. Eu não tinha muita relação com o Porchat, mas agora eu acompanho o trabalho dele na TV, sem falar que ele é muito de boa.

Você disse que utilizava muito o Vine em seu dia a dia, mas agora qual é o aplicativo que você mais gosta e utiliza?
Como o Vine acabou faz um tempo, eu migrei para as outras redes sociais, como o Facebook, para fazer meus vídeos caseiros, YouTube, mas nesse quesito ultimamente eu tenho utilizado muito o Snapchat e o Facebook, porque eles são instantâneos. Já o YouTube dá muito trabalho para editar, a gente gasta mais tempo e eu não tenho paciência pra essas coisas.

O estudante de publicidade Filipe Medeiros com o ator Victor Meyniel.

O estudante de publicidade Filipe Medeiros com o ator Victor Meyniel.

Nas redes sociais a gente acaba recebendo muitas críticas. Como você lida com isso?
Banho de sal grosso, querido! Eu ficava muito chateado com algumas críticas, mas hoje vejo que quando mais falam, mais eu cresço. Ainda mais hoje em dia que na internet tudo vira polêmica! Nada que vira polêmica você tem conhecimento. Olha o marketing da Vogue, sem aquilo ali você acha que alguém ia fazer alguma polêmica? Se tivesse realmente atletas paralímpicos ali alguém ia fazer alguma polêmica? Não ia mesmo! A galera gosta disso. Se você fala alguma coisa e uma pessoa já vem pra rebater, eu acho isso maravilhoso, porque é uma interatividade de argumentos. Tudo gira polêmica. Aquela pessoa que não apita alguém fala: “Ué, não ouvi falar!”, porque não tem nada naquela pessoa que vai girar um “auê” na internet. Se falam é porque estão vendo, e se estão me vendo é porque estão me conhecendo, boa noite!

Você falou sobre dar a opinião para o pessoal na internet, nas redes sociais. Mas se a pessoa é popular isso não pode privá-la de ter seu próprio argumento sobre determinado assunto?
Sim, priva um pouco. Se você fala qualquer coisa que a galera não entende direito, o pessoal cai em cima de você. Como foi o caso de Felipe Neto. Porém, tem pessoas que são na delas também, ficam mais tranquilas em determinados assuntos, porque por mais que a pessoa tenha uma opinião própria (o que é maravilhoso isso, pois hoje em dia o pessoal acha que tem que fazer parte de um determinado grupo na sociedade para formar sua opinião), eles acabam perdendo um pouco a identidade e você tem que fazer com que seu público entenda seu lado que, por mais que aceitem ou não, seu ídolo tem uma opinião em determinados assuntos.

O meio digital pode abrir oportunidades profissionais para uma pessoa?
Sim, claro, ainda mais agora! Porque o meio digital é o que está dando visibilidade e as marcas estão gostando disso, mas o que elas (as marcas) têm que entender é que independe de números nas redes sociais para divulgar seu produto, as empresas precisam achar as pessoas mais adequadas para as campanhas. As marcas precisam entender que uma pessoa que não tenha tantos seguidores na internet, pode impactar seu público e, às vezes, a galera identifica mais com você do que com aquele que tem números exorbitantes no meio digital, porque elas vão acabar se associando com o produto, né?

Qual profissão você pretende exercer?
Psicólogo! Eu gosto disso, mas também curto demais atuar e faço isso desde pequeno, né? Eu não largo esse negócio de atuar por nada neste mundo. Tá bom, Cláudia?

Se você pudesse voltar no passado, teria algo que gostaria de mudar?
Não, não consigo, não penso, não volto atrás. Se eu voltasse pra trás seria tipo um time-lapse! Eu acho que o que passou, passou.

As pessoas olham pra você e têm vontade de criar um canal. Qual dica você daria pra essa galera?
Minha mãe tem um negócio chamado burrice, porque ela acha que você entra no YouTube e ganha um dinheirão com ele. Tipo amor, vamos dormir, vamos colocar um travesseiro porque não é bem assim! Você precisa pegar tipo um Whindersson Nunes da vida e aí você vê que ele ganha mesmo, porque uma pessoa que tem mais ou menos 2 milhões de inscritos não ganha mais que R$ 5.000,00. Sério mesmo, não ganha! Eu acho que as pessoas não podem ficar planejando muito não, pensar demais é até bom, mas não demora muito. Não planeja, vai! Posta!

O que você tem em mente quando desenvolve seus conteúdos? Pega algo que vivenciou no seu dia a dia ou tem um roteiro?
Eu não consigo fazer roteiro, é simplesmente o que dá na telha mesmo. Pra essa peça de teatro aqui, no caso, não tem roteiro. Eu tenho tópicos do que vou falar nas peças, mas não sigo um roteiro. Gosto de pisar num palco e ser eu, pisar na internet e ser eu. Tanto é que a internet é muito rápida. A gente tem mais notícia na internet do que no Jornal Nacional, entendeu? Por isso que gosto de ser eu, porque eu acho que as pessoas identificam mais.

Victor Meyniel e sua mãe Regina.

Victor Meyniel e sua mãe Regina.

O que te levou para o teatro?
Foi o fato de eu estar vendo que tinha um público maneiro na internet. Eu tinha muita vontade de ser ator e aproveitei o público da internet para trazer pro teatro.

Você pretende seguir essa carreira de ator?
Eu gosto de fazer tudo ao mesmo tempo. Fazia hip-hop, faço teatro e um monte de coisa, eu não paro! Até sou DJ! Eu não consigo focar somente e nisso, eu gosto de aproveitar tudo, porque oportunidades passam.

Um sonho?
Atuar em novelas.

Um hobby?
Hip-hop.

Uma música?
Coldplay – Fix You.

Um filme?
Para sempre, Alice.

Recado.
Um beijão pra galera de Uberlândia e esse pessoal é muito acolhedor. A galera aqui é muito tranquila. Amo vocês, pessoal. Valeu demais!

Por: Filipe Medeiros | Publicitário
Postado por: Filipe Medeiros | Assessor de conteúdo da Revista Cult

Image: Pixabay
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