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Fila de pretendentes a adoção é grande, mas trava por múltiplos fatores 

 

Apesar de o número de pretendes à adoção ser bem maior do que o número de crianças cadastradas, muitas delas passam a vida em abrigos

 

De Acordo com dados do Cadastro Nacional de Adoção, 43.216 brasileiros estão na fila de espera para adotar. O número, que aparentemente é grande, acaba por se reduzir devido às exigências dos postulantes. “Sempre pensei em adotar, mas tinha a ideia de apenas uma criança, independente da idade. Quando fui ao abrigo, me apaixonei pelas irmãs gêmeas que moravam lá e acabei levando as duas comigo”, conta a advogada Sara Vargas, hoje, mãe de quatro filhos. Desses, três são adotadas.

A advogada representa uma parcela pequena de pretendentes à adoção que aceitam crianças gêmeas. Atualmente, há mais de 8 mil crianças cadastradas esperando um família. Deste total, cerca de 5 mil possuem irmãos. Apesar de o número de pretendes à adoção ser mais de cinco vezes maior do que o número de crianças cadastradas, muitas delas passam a vida em abrigos públicos, sem um lar e, ao completar 18 anos, devem deixar o local. “Acho importante, antes de adotar, que as pessoas tenham contato com as crianças do abrigo. Acredito que esta foi a diferença para eu mudar meu perfil e encontrar minhas gêmeas. Quando eu conheci as irmãs, refleti que talvez eu conseguiria ser mãe das duas. Conversei com meu marido e decidimos ficar com elas” Lembra Sara.

Outro dado que trava a fila de adoção, é referente à idade da criança. Isso porque mais 8.358 postulantes têm o desejo de acolher crianças com até 3 anos de idade e apenas 55 dos cadastrados aceitam crianças com até 15 anos. Sendo que, apenas 369 crianças com menos de três anos estão cadastradas para adoção e mais do dobro (689) deste número possuem 15 ano de idade. Aos 18, elas devem sair do abrigo.

Só em Minas Gerais, 5.241 pessoas estão na fila de espera do Cadastro Nacional de Adoção, para 959 crianças a espera de um lar.

Atualmente, Sara Vargas é coordenadora de um grupo de apoio à adoção legal e comunitária, localizado em Uberlândia (MG)

Sobre o Pontes de Amor

Criada em 2012, a Pontes de Amor é uma Organização Filantrópica sem fins lucrativos, filiada à Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção (ANGAAD), que atua em Uberlândia e no Triângulo Mineiro em sintonia com a Vara da Infância e da Juventude, Órgãos e Conselhos de Direito da Criança e do Adolescente. Surgiu diante da preocupação com a garantia dos direitos de crianças/adolescentes institucionalizados e dos altos índices de devolução de crianças por famílias adotivas no Brasil e de crises familiares no pós-adoção por falta de apoio, acompanhamento psicológico, psicopedagógico.

O grupo Pontes de Amor foi criado com o objetivo de  Apoiar e incentivar a adoção legal e a convivência  familiar e comunitária,  promovendo saúde  intra e  inter  relacional de crianças, adolescentes e suas famílias e com a sociedade. Além disso, busca auxiliar e facilitar a convivência social, familiar e comunitária da criança e do adolescente em processo de adoção ou em estado de acolhimento. Este trabalho é desenvolvido especialmente na preparação de famílias adotivas ou pretendentes à adoção com orientação e acompanhamento.

 

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