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Moda e sustentabilidade – parte 1

A indústria da moda é a segunda
maior consumidora de água no mundo

A Pantone, empresa reconhecida mundialmente e influente por seu sistema de cores, elegeu greenery como a cor do ano de 2017. A cor que é uma mistura do amarelo com o verde representa renovação. Ela nos remete à vida, à sustentabilidade. Esse despertar para uma vida mais leve sugere uma mudança. A moda toma novos rumos em direção a práticas mais ecológicas e medidas mais sustentáveis. Quando se fala em sustentabilidade na indústria da moda, se estende a toda cadeia de produção. E os fatores mais preocupantes são:
– A indústria da moda é a segunda maior consumidora de água no mundo. (Business Vibes).
– A poluição de água, devido aos resíduos químicos depositados nos rios e mares. Segundo o jornal The New York Times, mais de 80% da água da China é imprópria para beber ou tomar banho devido à contaminação da indústria.
– A poluição do meio ambiente, uso exagerado de materiais poluentes como o poliéster e a emissão de CO2 ao longo de todo processo de produção da peça do vestuário (Folha de São Paulo).
– O lixo de roupas descartadas em aterros sanitários, levando anos para se deteriorarem.
– Trabalho escravo, pessoas de países em desenvolvimento recebendo baixíssimos salários, trabalhando em lugares precários e sem nenhuma assistência.

Em uma convenção do Copenhagen Fashion Summit, onde pessoas renomadas do universo fashion, executivos e empresários discutem medidas sustentáveis para a moda, o destaque ficou para o ambientalista Rick Ridgeway, que fez um apelo para o uso dos 4 Rs : Reparar, Revender, Reciclar e Reduzir.

Para cada roupa nova é realizado um novo processo de produção que pode envolver todos os fatores acima. Precisamos aumentar um ciclo de vida de uma roupa, diminuindo assim os danos ao meio ambiente. Greenery simboliza um novo começo. Sustentabilidade simboliza o respeito. Moda simboliza inovação. E o agora simboliza consciência.

Dicas sustentáveis
– Saber a procedência de suas roupas. Onde foi feita? Quem fez?
– Preferir tecidos com fibras naturais, algodão orgânico e tecidos reciclados.
– Fazer compra de forma consciente.
– Customizar ou fazer as próprias roupas (o Senai de Uberlândia oferece vários cursos nessa área).
– Comprar em brechós e bazares.

Por: Carina Alencar | Consultora de Imagem e Estilo
Postado por: Filipe Medeiros | Assessor de conteúdo da Revista Cult

Foto: Shutterstock
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