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No mês em que é lembrado o ‘Dia Mundial sem Tabaco’, oncologista do COT faz alerta e dá dicas para quem deseja abandonar o vício

Mais de cinco milhões: este é o número de pessoas que morrem todos os anos por doenças causadas pelo tabagismo. O dado faz parte de uma triste estatística divulgada pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) sobre o tabagismo no Brasil. De acordo com o levantamento, o vício está relacionado a 30% das mortes por câncer e ao surgimento de outras 50 doenças. Neste mês, marcado pelo 31 de maio, Dia Mundial sem Tabaco, a oncologista do Centro Oncológico do Triângulo – COT, Dra. Valéria Ribeiro, faz um alerta sobre os malefícios do vício e dá dicas para quem deseja parar de fumar.

De acordo com a oncologista do COT, há um mito relacionado ao fumante que precisa ser desmistificado. “A maioria das pessoas que não fumam acreditam que o dependente do cigarro é uma pessoa sem força de vontade, que não para de fumar por falta de iniciativa. Isso precisa ser desmistificado, pois na verdade ele é um dependente químico e por isso enfrenta muitos desconfortos físicos e psicológicos quando decide abandonar o vício. O apoio da família e das pessoas próximas é de extrema importância e passa, primeiro, pela compreensão do que realmente acontece com o fumante”, destaca Valéria Ribeiro.

Dicas para quem deseja abandonar o vício

Uma dica para quem está tentando parar de fumar sozinho é escolher uma data que irá marcar o primeiro dia sem o cigarro. É importante que o fumante utilize algumas estratégias, como programar uma atividade de sua preferência para se distrair e relaxar. A oncologista Dra. Valéria Ribeiro explica que os primeiros dias são os mais difíceis, mas a tendência é que os obstáculos sejam menores com o passar do tempo. “Ao interromper o consumo do cigarro, o fumante pode notar alguns sintomas que o incomodam, como: dor de cabeça, tonteira, irritabilidade, agressividade, alteração do sono, dificuldade de concentração, tosse, indisposição gástrica e outros. Todos esses sinais são características da síndrome de abstinência da nicotina e, quando aparecem, tendem a desaparecer de uma a duas semanas”, afirma a especialista.

Em alguns casos, a utilização de medicamentos pode minimizar os sintomas da síndrome de abstinência à nicotina, fazendo com que o tabagista sinta menos ânsia ao parar de fumar. Alguns dos tratamentos mais comuns são: Terapia de Reposição de Nicotina, por meio do adesivo transdérmico, goma de mascar e pastilha, e Cloridrato de Bupropiona. É importante lembrar ainda que o uso de medicamentos deve ser indicado e acompanhado por um médico especialista.

Confira 5 dicas valiosas para abandonar o cigarro:

  1. Escreva.Sempre tiver vontade de fumar, transcreva seus sentimentos. Coloque no papel os motivos pelos quais você escolheu parar de fumar. Isso te ajudará a ter mais motivação e a lembrar o que ganhará com o abandono do vício.
  2. Fale com a família e procure orientação médica.Peça apoio à família e pessoas próximas, expondo as possíveis reações que podem surgir com a decisão de abandonar o cigarro. Fale com seu médico sobre o assunto. É comprovado que o apoio e orientação de um especialista aumenta suas chances de sucesso.
  3. Faça atividade física.O exercício ajuda a aliviar o estresse, assim como contribui para que o corpo consiga recuperar os danos causados pelo cigarro. Comece devagar com uma curta caminhada uma vez ou duas vezes por dia. O indicado é fazer de 30 a 40 minutos de atividade física, 3 ou 4 vezes por semana.
  4. Encontre outro fumante que também esteja tentando abandonar o vício.Fazer amizades e compartilhar as dificuldades com alguém tenha o mesmo objetivo que o seu pode ajudar a se manter motivado.
  5. Beba muita água.A água ajuda a eliminar a nicotina e outras substâncias químicas do corpo e também poderá ajudar a reduzir a fissura que você pode ter.

Saiba quais são os principais benefícios para quem abandona o cigarro:

ü  Após 20 minutos, a pressão sanguínea e a pulsação voltam ao normal.

ü  Após 2 horas, não há mais nicotina circulando no sangue.

ü  Após 8 horas, o nível de oxigênio no sangue se normaliza.

ü  Após 12 a 24 horas, os pulmões já funcionam melhor.

ü  Após 2 dias, o olfato já percebe melhor os cheiros e o paladar já degusta melhor a comida.

ü  Após 3 semanas, a respiração se torna mais fácil e a circulação melhora.

ü  Após 1 ano, o risco de morte por infarto do miocárdio é reduzido à metade.

ü  Após 10 anos, o risco de sofrer infarto será igual ao das pessoas que nunca fumaram.

ü  Quanto mais cedo você parar de fumar menor o risco de adoecer.

 

Números sobre o cigarro

No Brasil, o tabagismo é o responsável por 12,6 % de todas as mortes que ocorrem no país em pessoas maiores de 35 anos, o que representa 156.216 vidas perdidas por ano. Se o cenário se mantiver como o atual, estão previstas mais de 8 milhões de mortes/ ano a partir de 2030. O Brasil tem prejuízo anual de R$ 56,9 bilhões com o tabagismo, sendo que R$ 17,5 bilhões são custos indiretos ligados à perda de produtividade, causada por incapacitação de trabalhadores ou morte prematura.

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