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Pontes de Amor completa 5 anos de atendimento em Uberlândia e região

Grupo sem fins lucrativos foi criado em 2012 e tem o apoio do Ministério Público e Vara da Infância e da Juventude

O grupo de apoio à adoção Pontes de Amor de Uberlândia completa cinco anos de atendimento ao público. A organização foi criada em 2012 e trabalha em parceria com a Rede de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente. O Ministério Público e a Vara da Infância e Juventude encaminharam para o convívio familiar aproximadamente 85% (177) dos 209 acolhidos institucionalmente. Deste total, hoje, 32 estão em acolhimento institucional e familiar. Houve aumento de mais de 100% no número de adoções e a Pontes de Amor teve papel fundamental neste processo.

De acordo com dados do Conselho Nacional de Justiça, em 2016, mais de 1.200 crianças e adolescentes foram adotadas em todo o país por meio do Cadastro Nacional de Adoção (CNA), coordenado pela Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ainda segundo o CNA, hoje, há 7.158 crianças aptas à adoção e 38 mil interessadas em adotar. O estado de Minas gerais teve 789 adoções no mesmo ano.

Atualmente, a Pontes de Amor conta com programas diversificados com o objetivo de melhorar a qualidade de vida das crianças e adolescentes e dar apoio aos candidatos à adoção e às famílias adotivas. Desde o início, tantos acolhidos, como candidatos são orientados e acompanhados juridicamente por profissionais especializados no processo de adoção, com experiência no atendimento dentro e fora do país.

A coordenadora e fundadora da Pontes de Amor, Sara Vargas, afirma que os atendimentos são realizados por psicólogos e terapeutas que estudam a realidade das crianças e dos adolescentes vítimas de traumas, abusos, negligência e violência, assim como as especificidades do acolhimento e da adoção. “Desejamos que criança e adolescente se desenvolvam integralmente e vivam com dignidade e respeito no seio de uma família que cuida, nutre e protege. Nós entendemos que a família é o espaço ideal para o desenvolvimento dessa criança e adolescente”, disse.

Pontes de Amor, amor e acolhimento

O grupo é uma Organização da Sociedade Civil (OSC), sem fins lucrativos, filiada à Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção (ANGAAD), que atua em Uberlândia e região do Triângulo Mineiro em sintonia com a Vara da Infância e da Juventude, Órgãos e Conselhos de Direito da Criança e do Adolescente.

O projeto é uma idealização de Sara Vargas e Rodrigo Rangel, que sentiram a necessidade de garantir os direitos de crianças e adolescentes institucionalizados diante dos altos índices de devolução de crianças por famílias adotivas no país. A Pontes de Amor, ainda tem como objetivo ajudar a empoderar famílias e a superar crises familiares no pós-adoção,  com acompanhamento psicológico e psicopedagógico.

Durante esses anos, os integrantes da organização já viajaram pelo Brasil, Estados Unidos e Tailândia para compartilhar algumas das práticas de apoio à adoção que desenvolvem e colaborar com a formação profissional de outros especialistas e cuidadores. Recentemente, o grupo recebeu a comitiva americana da America’s Kids Belong. A parceria teve início por meio do movimento World Without Orphans (Mundo sem órfãos), e visa à construção de atividades conjuntas para que mais crianças e adolescentes estejam sob cuidados familiares.

“Em 2012, nos incomodou ver a necessidade e saber a importância da família na vida dessas crianças e adolescentes, porque quando chegávamos ao abrigo elas se agarravam a nós e perguntavam se iríamos levá-las conosco. Algumas, ainda querem voltar para suas casas e muitas querem ser adotadas, porque entendem que não podem mais voltar a morar com suas famílias. Nós ainda nos deparamos com outra realidade trágica: as crianças adotadas eram também devolvidas, abalando-as psiquicamente. Foi então, que começamos a estudar porque essas devoluções aconteciam e vimos que um dos grandes motivos era porque não havia uma preparação dos candidatos à adoção e nem das crianças que seriam adotadas. A partir daí criamos a Pontes de Amor, mas essa realidade mudou após o aumento da demanda”, finalizou a fundadora Sara Vargas.

 

 

 

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