Bem Cult

Baleia Azul

Os pais devem ter atenção
redobrada neste momento

O “jogo” Baleia Azul foi um “fake news” (notícia falsa) divulgada por um veículo de comunicação estatal da Rússia que se espalhou a partir de 2015. Porém, ao que tudo consta, com a grande repercussão, o jogo que antes não existia, passou a existir. Uma explicação oficial sobre a origem do nome pode estar associada ao hábito das baleias encalharem nas praias em grupo. A chegada dos cetáceos à areia ocorre geralmente por desorientação ou por terem seguido um líder doente, mas costuma ser interpretada erroneamente como um suicídio coletivo dos animais.

O jogo acontece por meio das redes sociais a partir da presença de um moderador, conhecido como “curador”, que distribui os desafios. São 50 desafios propostos e todos eles têm uma característica violenta, como fazer desenhos com navalha no próprio corpo, cortar o próprio lábio, assistir filmes de terror as 4 e 20 da manhã, dentre outros. O desafio final é tirar a vida e assim que o jogo é iniciado não é mais permitido sair, as ameaças se tornam constantes. Independentemente da origem do Baleia Azul, uma coisa é certa – o jogo escancarou a necessidade de se discutir um tabu: o suicídio entre adolescentes. Existem várias hipóteses associadas a isso: falta de diálogo, hipocrisia familiar, aumento do acesso a drogas lícitas (cigarro, álcool e remédios) e ilícitas (cocaína, crack e outras), falta de amigos, sentimento de rejeição e solidão, famílias menores, conduzindo os jovens a passar muito mais tempo em atividades solitárias, como os grupos de amigos virtuais e jogos de videogame, o que dificulta a criação de vínculos mais efetivos e de redes de apoio nas quais eles possam pedir ajuda.

Contudo, muitas pessoas estão banalizando o assunto, mas a questão é séria. É preciso tomar cuidado com o humor negro referente a isso. O tema necessita de seriedade, é um jogo de morte, portanto os pais devem ter atenção redobrada neste momento para mudanças bruscas de comportamento dos jovens. A fragilidade, a novidade, a provocação, a transgressão das regras estão intensamente ligados à adolescência, o que faz dos jovens um grupo de risco mais suscetível à participação do jogo.

Por: Résia Morais | Psicóloga
Postado por: Filipe Medeiros | Coordenador de Conteúdo

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