Bem Cult

Socorro!

Tem médico que liga pra paciente

Precisei fazer um procedimento dentário e mandei uma mensagem pra Dra. Naila (usarei aqui nomes reais fingindo ser pseudônimos pra não ser acusado de propaganda). Já passava do horário. Em poucos segundos, o Dr. Mário, seu sócio, me envia uma mensagem de voz. Não bastasse o disparate de estarem atendendo ao meu chamado fora de hora, ele se disse apto para me receber, inclusive no sábado – se fosse pra eu me sentir melhor em minha emergência. A essa altura eu já me indagava se nenhum deles me confundia com alguém próximo da família por fazerem tanta questão em… atender! E a coisa só aumentava. Vendo minha necessidade, envolveram um terceiro profissional, o Dr. Maiolino, explicando que a visão de um especialista naquela ocorrência me traria mais benefícios (ao invés de um só doutor querer ficar com tudo pra si). Nessas horas você pensa um monte de bobagens. Pegadinha? Lá vem facada? Morri e nem vi? Tratei. Aí veio uma fase ainda “pior”: mensagens no whatsapp. Não bastasse de um, mas dos outros também. De dia, de noite, até domingo. “Como se sente?”, “Evite mastigar desse lado hoje”, “E nessa bela manhã, como acordou?”. “Quer sugestões no Netflix?”. Senti até que estávamos ficando meio íntimos. Pensei em criar um grupo, distribuir mensagens de bom dia e outras correntes motivacionais. Quase os chamei pra jantar. Sonho? Não, realidade. A tal da “humanização” no seu melhor nível. Infelizmente, a falta de respeito em muitos consultórios médicos fazem a gente idolatrar aqueles que se aventuram a tratar bem seus pacientes.

Os bons exemplos que existem acabam por vezes ocultados por doutores da arrogância: aqueles que enxergam em seus jalecos mantos sagrados de Deuses intocáveis e que nem te tocam. Tem os que entopem seus consultórios sem a mínima organização para compensar a desvalorização dada por planos de saúde. Tem os que estão inseridos em sistemas públicos sucateados do qual são escravos. E olha que é uma profissão de dar um baita orgulho na gente: salvar vidas, promover o bem-estar, cuidar de pessoas. Médicos atendem à inesperadas emergências que mudam suas rotinas e agendas, isso é normal. Mas me conte: o seu pede à sua secretária para lhe avisar de algum percalço ou simplesmente lhe larga esperando? Nem precisa dizer, sei bem como é. “Paciente” já diz tudo. Mas esse artigo é uma homenagem aos que vencem as profanações mercadológicas. Os que têm paixão em tratar, os incansáveis promotores do alívio e aqueles tantos heróis de branco que lidam com falta de recursos, mas prosseguem dando o melhor de si. E que não sejam malvistos por conta de outros. Pois em absolutamente todas as áreas existem profissionais… e profissionais.

Por: Daniel Labanca | Diretor de Cena
Postado por: Filipe Medeiros | Coordenador de Conteúdo

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