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Um festival para agradar a todos os gostos!

Nesta 6ª edição no Brasil, festival teve 4
palcos e muita interação para o público

Durante o mês de março, se você é fã de música, certamente deve ter ouvido falar no rádio, televisão ou internet sobre o Lollapalooza. Vamos conhecer um pouco mais sobre ele?! Lollapalooza é uma gíria americana moderna para ressaltar algo marcante, extraordinário, realmente fora do comum. Esse foi o nome escolhido por Perry Farrel, vocalista da banda de rock alternativo, Jane’s Addiction, para sua turnê de despedida, que percorreu os Estados Unidos e Canadá em 1991. Como ele queria realizar algo realmente grandioso, chamou outras bandas de diversos gêneros para participarem, como punk, rap e grunge. Outro conceito por trás do Lollapalooza foi a inclusão de apresentações não musicais. Apresentadores de circo, um show de horrores e monges estendeu as fronteiras da cultura rock tradicional. Havia uma tenda para exibição de obras de arte, jogos e mesas de informações sobre políticas ambientais sem fins lucrativos, grupos que promovem a contracultura e consciência política. O sucesso de 1991 fez com que o festival continuasse acontecendo até 1997. Dele participaram nomes como Nine Inch Nails, Living Color, Red Hot Chili Peppers, Ice Cube, Pearl Jam, Soundgarden, Beastie Boys, dentre outros. Após um hiato de 6 anos, o festival retornou em 2003, mas foi cancelado em 2004. A partir de 2005, ele passou a ser realizado exclusivamente no Grant Park, em Chicago.

Em 2011, o Lolla chegou ao Chile e, em 2012, finalmente a primeira edição aconteceu no Brasil, no Jockey Club de São Paulo. Participaram nomes como Foo Fighters, Artic Monkeys, Calvin Harris, O Rappa, Racionais MC’s, dentre outros. Em 2014, com o sucesso do festival, o Lolla precisava de uma “casa maior”, se mudando para o circuito de Interlagos. Esse ano, já na 6ª edição no Brasil, o festival teve 4 palcos e muita interação para o público. Foram bandas de pop, rock, rock alternativo, heavy metal, dance e eletrônico. Com cerca de 23 atrações musicais por dia, grande parte delas em sequência e bem separada pelos palcos, era possível chegar ao meio-dia e assistir a quase todas até as 11 da noite. Mas o Lolla não é só música, as diversas ativações dos patrocinadores ofereciam de um mini-parque de diversões a um concurso de bandas cover, passando por um bar high-tech a ambientes de grafite e mágicos. Havia loja com produtos oficiais de bandas que tocavam, um Lolla Market, com produtos e serviços variados como barbearia, tarot e ambientes para relaxamento.

Mas vamos falar do que interessa, música! O primeiro dia teve público recorde no Brasil, mais de 100.000 pessoas foram a Interlagos, graças principalmente ao Metallica, headline da noite. Mas o melhor do Lolla são as surpresas, as tendências que nos são apresentas. É comum ouvirmos de amigos “fui naquela noite para assistir o show do artista A, mas acabei descobrindo o artista B, C e me encantei”. Foi exatamente o que aconteceu na primeira noite, os milhares fãs de preto do heavy metal do Metallica curtiram o que para muitos foi o melhor show deles nos últimos 5 anos, por terem apresentado músicas de “Hardwired… To Self Destruction”, seu último álbum de inéditas. Porém, para muitos outros, essas músicas eram demasiadamente longas e acabaram partindo para descobrir coisas novas. Quem ganhou com isso foi o duo de DJs americanos chamado Chainsmokers, que foi apontado em pesquisa como o melhor da noite. Outros destaques foram a banda de rock alternativo Cage the Elephant e o trio inglês The XX, com seu som introspectivo e etéreo. Mas não podemos nos esquecer de top less (ou melhor, do som) da cantora sueca Tove Lo e do rapper Criolo, com seu forte discurso contra o sistema.

No segundo dia, 90.000 pessoas! Uma noite um pouco mais pop, com nomes como a banda inglesa Duran Duran, que enfileirou sucessos como “Ordinary World”, “Save a Prayer”, “Come Undone”, dentre outros. A surpresa positiva da noite ficou com Melanie Martinez, ex-The Voice EUA, altamente aclamada por seus fãs. Céu fez um show de destaque, assim como o DJ Martin Garrix de apenas 20 anos, mas já eleito como o melhor do mundo por algumas revistas especializadas. A banda americana de rock indie, The Strokes, cujo baterista é o brasileiro Fabrizio Moretti, baseou seu show em seu primeiro álbum “Is This It”, de 2001, com sucessos como “Last Nite”, “Someday” e “The Modern Age”, mas ninguém reclamou. Porém, o grande sucesso foi o rapper canadense The Weeknd (namorado de Selena Gomez que estava nos bastidores) que já entrou tocando “Starboy Boy”, seu maior sucesso e cantado em uníssono. Seus fãs cantaram praticamente todo o show, hits como “Wicked Games”, “The Morning” e “Can’t Feel My Face”, que ao vivo soaram ainda melhor e um som grave impressionante que nos fazia tremer. Sensacional! Com o maior público da história, muita música e atividades, pessoas de perfis tão variados e únicos, o Lolla veio para ficar! Então se liguem, se você perdeu o Lolla esse ano, se prepare. Você não vai querer perder a edição de 2018.

Por: Rodrigo Caldas | Consultor e Executivo de Música
Postado por: Filipe Medeiros | Coordenador de Conteúdo da Cult

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